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domingo, 16 de outubro de 2011

Guillemots em fotos no Órbita Bar

Confetes, balões, champagne, performance e interatividade marcaram a festa do Órbita Bar desse último sábado, dia 15 de outubro. O evento celebrou a inauguração da Órbita Rádio, que será transmitida pela web. A abertura ficou por conta de Jonnata Doll. A banda inglesa Guillemots foi a atração principal da noite. Confira as fotos.


























Mc Lord Magrão, representante brasileiro da banda, detonando sua guitarra fender jaguar.




















Calma, não é Humberto Gessinger, minha gente. Fyfe Dangerfield, vocalista e líder do Guillemots, arrancou gritinhos das fãs enlouquecidadas.




















Pedais recorrentes de Magrão. Para cada música, um efeito, harmonia e ruídos na guitarra.




















Dangerfield e sua banda, em turnê pelo país, não deixaram de tocar "Trains to Brazil" e "São Paulo", ambas do primeiro disco "Through the Windowpane".





















Destaque da noite, a bela e carismática baixista canadense da banda, Aristazabal Hawkes.




















A noite também foi de canções acústicas, na voz e violão do líder do Guillemots.




















Depois do bis de duas músicas, o show que durou quase 2 horas, terminou com chuva de balões.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O porquê do Melodia


fotos e vídeo: Lucas Benedecti

Luiz Melodia
esteve nesta noite de sexta-feira no anfiteatro do Dragão do Mar. Fazendo parte do projeto "Depoimentos", não só cantou e tocou para os fortalezenses, mas encarou um bate-papo. O jornalista Dalwton Moura, entre alguns blocos de músicas, mediou a conversa com o público. Na platéia, um senhor disse que assistir um show de Melodia sempre foi um sonho. Uma senhora declarou que ouvia todos os dias no carro as composições do músico e pediu, emocionada, por uma foto. Um outro fã veio contar uma história de que havia tomado algumas cervejas com Luiz nos anos 80, no Estoril da Praia de Iracema. Beberam tanto que o músico quase perdeu o vôo de volta para sua terra natal.

As histórias de um certo Melodia herdado do pai, Oswaldo Melodia; seus sucessos gravados por Gal e Bethânia; e um pouco sobre sua formação musical que vai desde a jovem guarda ao samba de raiz. Esses foram alguns dos assuntos colocados em pauta.

A voz mansa de Melodia e o violão virtuoso de Renato Piau encontraram ótimos momentos em músicas que marcaram a carreira do cantor: "Estácio Holy Estácio", "Pérola Negra" e "Fadas". A abertura do show ficou por conta da cantora da nova geração cearense, Lorena Nunes, que também deu uma palhinha ao lado de Luiz. Confira as fotos e vídeo.








sábado, 30 de julho de 2011

Resenha - Amores incompreendidos dos golfinhos



Sobre os disco lançados em 2011, uma surpresa. O disco Forever Dolphin Love, de Connan Mockasin está resenhado em alguns parágrafos, no Ciclo do Contratempo.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Últimas chamadas para o Beleléu


foto: divulgação


Independente por necessidade e por opção. Músico experimental, crítico e irônico. Negro, nego dito, de visual deslumbrante, maldito. Com um pé na Vanguarda Paulista e outro na música popular. Mistura africana, brasileira, de lugar nenhum. Gostava de pássaros e plantas, especialmente de suas orquídeas. Não sabia lidar com a vida. Gênio. Só sabia compor, cantar e tocar. Itamar Assumpção é redescoberto no documentário "Daquele instante em diante", de Rogério Velloso. O filme está em cartaz no Espaço Unibanco Dragão do Mar em sessão única e gratuita, às 19h50.

No começo da década de 1980, ele nadou contra a corrente. Lançou seu primeiro disco por conta própria. Paranaense de sangue paulista, Itamar teve que passar por cima de muitos preconceitos. Trazia em sua raça, estilo, performance e sonoridade o que não fora bem visto pelas grandes gravadoras e pela mídia. Diziam que seu som era "difícil". Seu talento, contudo, fez brilhar novos rumos da música nacional. Fez parcerias com Arrigo Barnabé, Alice Ruiz e Paulo Leminski. Sempre transcendente, foi desconhecido e/ou pouco prestigiado em seu tempo.

Por meio de imagens raras e depoimentos de amigos e familiares, o documentário nos reporta o por quê desse fenômeno "maldito da mpb". Aproximamo-nos de um universo que parece realmente guardado no fundo do baú da música brasileira. Sentimo-nos presentes nos bastidores de shows do vulgo nego dito. O que descobrimos é uma verdadeira veia alternativa a todo mercado musical.

Final do período da ditadura militar no país e a música brasileira continuava a explodir com grandes compositores. Em São Paulo, músicos considerados vanguardistas exploravam a música atonal e dissonante. Para Itamar, tudo aquilo foi um aprendizado. Tocou com Arrigo Barnabé, coletou músicos e teve de conquistar seu espaço sem apoio da mídia. Tinha o seu público que começava a lotar pequenos espaços onde tocava. Juntou amigos músicos e conseguiu gravar nada menos do que nove discos por selos independentes.

O filme nos propõe uma discussão enriquecedora sobre o que é ser popular na música. Perguntavam a Itamar quando iria fazer sucesso, ele respondia ironicamente: "eu já faço, sou popular". Se havia um grande desprestígio do músico solo brasileiro, havia também um público sedento pela nova música. Exemplo mais claro foi no lançamento de seu primeiro disco, "Beleléu, leléu, eu" (1980), que vendeu 18 mil cópias, em três meses. Depois vieram viagens para Europa. Itamar chegou a querer mudar de país, devido ao tratamento e valorização que recebeu em terras estrangeiras.

Itamar Assumpção, entretanto, não deixou o Brasil. Amava sua terra, assim como a música e todos com quem compartilhou seus desejos poéticos. Esses eram muitos e mal cabiam em seu corpo. Brincava com palavras e encenava. Da sua cabeça jorravam notas transpostas para baixo e vocais femininos.

O íntimo de uma joia da música nacional está agraciado em "Daquele instante em diante". Sua personalidade forte, sua insistência deve ser um estímulo aos jovens compositores atuais. Itamar é exemplo de doçura e loucura. Um verdadeiro artista que, se desconhecido outrora, tomará conta das mentes que assistirem a esse glorioso conteúdo de imagens e conhecimento.


Trailer




Serviço

Daquele instante em diante
Em cartaz no Espaço Unibanco Dragão do Mar Centro Cultural Dragão do Mar
Av. Almirante Tamandaré, 310
Praia de Iracema
Sessão única, às 19h50
Grátis
Tel.: (85) 3219-2641

domingo, 22 de agosto de 2010

Conversando com as minhocas - Lulina em Fortaleza




Sua música vem da vontade infantil melodramática popular, lunática, lúcida. Vontade Lulina de se expressar. Sonhar é palavra-chave nas canções desta compositora pernambucana que se apresentou neste último sábado, encerramento da Feira da Música 2010.

Antes do show começar, guarde um lugar para entrar no mundo criado por Lulina, andar por Lulândia, conhecer ET’s, minhocas e o príncipe encantado pronto para virar sapo. E, certamente, prepare-se para rever momentos preciosos de sua infância e enxergar o amor de outra maneira. Singela, em voz e harmonia, Lulina saberá lhe pegar na mão para lhe contar em versos sobre um mundo fantástico, por vezes, real demais.

Na cidade pela primeira vez, Lulina diz realizar um sonho. Divulga atualmente seu primeiro CD, “Cristalina”, depois de tanto tempo (desde 2001) fazendo música e conquistando fãs pela Internet.


Em ação

“Treze palmos abaixo da terra/Conversando com as minhocas/Minhocas na cabeça/Minhocas pelo corpo” – entoou a pequena Lunina na sua primeira música intitulada “Criar minhocas é um negócio criativo”. Subiu ao palco com sua banda completa, acompanhada por Monstro (teclados e vocal), Missionário José (baixo e banjo), André Édipo (guitarra) e Pedro Falcão (bateria).

Um show intimista para aqueles que se aproximavam do palco da Praça Verde do Dragão do Mar. Uma noite animada para aqueles que conheciam a música da moça. Outros olhavam curiosos.

Entre as mais confortáveis canções sobre a infância, como Lulina sabe bem fazer e as mais engraçadas músicas guiadas pelo pop elétrico se dividiu o show. O que mais tem a menina é identidade. Seu sotaque, letras e arranjos formam a comodidade da sua música.

Simpática no palco, Lulina esteve feliz: chamou a quem quisesse para tomar uma cerveja no final do show, fez propaganda do disco e do site, Lulândia. Mesmo pouco conhecida, arrancou aplausos e chamou atenção com sua banda “cristalina”. Esperta e fugaz, fez o show como estava previsto. Deu sua graça de 50 minutos e presenteou-nos com sua inspiração.


Para visitar:

http://www.lulilandia.com.br/
http://www.myspace.com/lulina
http://tramavirtual.uol.com.br/lulina

terça-feira, 13 de abril de 2010

Resenhas: o resgate de um blog



Mês passado fiz o resgate de meu antigo Blog, o Ciclo do Contratempo, dedicado a resenhas de discos e shows de bandas do novo rock e experimentais que foram surgindo nas décadas de 1990 e 2000. A última resenha que está postada lá é do disco "Micachu and the Shapes" (2009). Darei destaque a algumas resenhas de lá, ao longo das próximas postagens, comentando ou trazendo algo novo. O endereço do Ciclo do Contratempo é este: http://ciclodocontratempo.blogspot.com/.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Uma noite nos Tristes Trópicos



Uma viagem entre imagens, músicas e depoimentos sobre os indígenas latino-americanos. Eram oito horas da noite quando começou uma das apresentações culturais mais ricas sobre os índios já apreciadas em Fortaleza no espaço “Armazém da Cultura”. “Tristes Trópicos de Claude Lévi-Strauss” por Marlui Miranda.

No espaço para 100 pessoas, tudo começou com um vídeo-documentário, “Trópico da Saudade”, de Marcelo Freitas. Totalmente narrado em francês e sem legendas. Estranhamento para alguns, para outros, alegria de ouvir o antropólogo Lévi-Strauss narrar sua pesquisa pelo Brasil nos anos 1930, quando conviveu com algumas tribos indígenas da América do Sul. Imagens preciosas mostravam os costumes de um povo de história forte, marcada pelo etnocídio, e, ao mesmo tempo, nossos conterrâneos alegres, por essência. Raízes do solo, memória, música e ritos. Cada indígena conhece muito bem seus antepassados, que faz parte de algo maior: a natureza.



Claude Lévi-Strauss, como pesquisador inquieto, escreveu no seu livro “Trópicos Tristes”, cada pedaço que conseguia perceber daquele povo. E muito se questionou o sentido daquilo tudo. Em fotografia, o sorriso de meninos indígenas nos confortava na imensa paz.

Quando se deu o fim do vídeo, eis que surge Marlui, em conversa simples e despretensiosa. “Gostaram do filme? Da próxima vez prometo trazer legendado. Era preciso que vocês vissem pelo menos as imagens que muito falam”. Foi então que se ascenderam as luzes de um cenário intimista, em cores e adereços. Marlui, toda de preto e enfeitada com colares indígenas, sentou-se na cadeira e pôs-se a ler trechos do livro de Lévi-Strauss. Uma descoberta que se desenrolava trecho após trecho, música após música.


Foi uma surpresa quando a senhora de voz poderosa ali sozinha no palco entoou o primeiro canto indígena, apenas com um chocalho na mão, fazendo a percussão. Apenas o começo de uma série de músicas dos povos os quais conviveu. Marlui estava cercada também de instrumentos indígenas: pífano, viola de cocho, ocarinas e percussão. Uma música e um trecho do livro, assim se dividia o espetáculo. Traduzia as letras das canções , às vezes, explicando cada música. Uma cantiga de construir casa, outra de festa, todas perfeitamente executadas em seus arranjos.

Como instrumentista, cantora e pesquisadora, Marlui se mostrou. A música que nunca havia sido tocada para um público de “homens-brancos” foi tocada. A cantora, inclusive conta que fora contratada por tribos para recuperar músicas perdidas, atualmente. Um trabalho de resgate de memória, gravado em pen-drive (acredite, isso já chegou lá) e compartilhado com o grupo indígena.

O que ouvíamos vinha da pessoa certa, que conviveu e se entregou aos índios. Tivemos à noite um saber e uma apreciação únicos. Foram detalhes por demais, que nos fez olhar para algo pouco difundido: a cultura indígena. E meio que perdidos, tentando entender a profundidade daquele povo, como fez Lévi-Strauss, nos achamos em vários momentos de um cântico indígena. E poderíamos afirmar, como Marlui, no final da apresentação: “Eu me sinto um índio”.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

"Loki", Arnaldo Baptista


“Eu quis me libertar” – assim declarou Arnaldo Dias Baptista, quando tentou suicídio em 1982 numa clínica em São Paulo.
Os Mutantes, para Rogério Duprat, aparecem como a banda mais importante do movimento tropicalista.
O fim dos Mutantes e o recomeço.
Kurt Cobain escreve uma carta para Arnaldo em 1993.
Beatles, Rolling Stones? “Eles não têm uma cantora” – diz Arnaldo irônico.
“Cê tá pensando que eu sou loki, bicho?”.
Uma história de amor.
Rita Lee, onde está você? Rita Lee pra quê?


Por Lucas Benedecti

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Mente libertária, visionário, músico, artista, romântico, risonho, irônico, viciado, louco. Louco. Louco? Bom, isso é o que diria a imprensa no final dos anos 70 sobre um dos maiores ícones do rock nacional. Arnaldo Baptista teve uma carreira conturbada, cheia de realizações, decepções e disco voadores. Sorriu, criou, brincou, cantou, chorou, sobrevive e nos conta estórias. Loki – documentário de Paulo Henrique Fontenelle – vem a resgatar o que há de mais intrigante na vida de Arnaldo e na carreira de uma das bandas de rock mais ousadas do mundo em termos de sonoridade: Os Mutantes.

Impossível nunca ter ouvido falar dos antigos festivais da Record que passavam na TV ou mesmo tê-los visto. Ali nascia grande parte da música nacional. Ali se criava identidade. Ali nascia o movimento tropicalista quando Gil e Caetano decidiram colocar bandas de rock para lhes acompanhar. Os Mutantes tocaram com a orquestra de Rogério Duprat e Gil, na canção “Domingo no Parque”, em 1967. A partir de então, o experimentalismo e a reviravolta na música estava feita. Rita Lee, Arnaldo Baptista e Sérgio Dias quebravam paradigmas, subiam alto ao misturar tantos estilos numa só música, ganhavam espaço na mídia e transformavam de vez o rock nacional. A diferença estava tanto na música, como nas roupas, nas letras e no comportamento dos três jovens. Nas imagens, Arnaldo Baptista, com seu contrabaixo, sempre sorrindo, tomava frente da banda. A instrumentação, a base das músicas, as letras, o próprio jeito mutantes de ser, vinha da frutífera parceria de Rita e Arnaldo.


O Filme

O filme-documentário do Canal Brasil consta com muitas imagens de arquivo: são apresentações fora do país, festivais nacionais e fotos, além de uma ótima trilha embalada por Mutantes e músicas da carreira solo de Arnaldo. Tom Zé, Gilberto Gil, Sérgio Dias, Lobão, Devendra Banhart, Liminha, Dinho Leme e o próprio Arnaldo são alguns dos entrevistados que fazem a história renascer diante dos nossos olhos. Torna-se um documentário rico e valioso, tanto pelo registro histórico, como também pela falta de coisas parecidas e tão bem contadas.

Linearmente seguimos a vida de Arnaldo Baptista. Seu nascimento em 6 de julho de 1948 em São Paulo, seu primeiro contrabaixo elétrico, suas primeiras bandas de rock e sua paixão pela música. Desde cedo, também estudou piano, influenciado por sua mãe, pianista. Um rapaz de poucas palavras, tímido, mas que adorava tocar com seu irmão guitarrista Sérgio Dias. A criatividade e o rock’n’roll: duas palavras que o definiriam bem. Até chegar na sua mais fervorosa realização, ter uma base, ter uma banda, que literalmente foi sua família. Casou-se com Rita. Nasciam Os Mutantes, cresciam e tocavam no exterior, coisa que pouca banda nacional fizera. Tocavam em rede nacional as mais fervorosas canções lunáticas de amor, um amor verdadeiramente marcado por um romance e união na banda. O colorido dos Mutantes contagiava e Arnaldo sorri para nós nas imagens. Ele precisa disso, precisa estar no palco.

E assim Arnaldo segue sua carreira. Mesmo com o fim de seu casamento com Rita e o fim dos Mutantes. Um período realmente difícil na sua vida. Segue até hoje e é um mistério ainda, apesar de no filme termos elucidações sobre o assunto, o fato do termino do casamento, a briga e o fim do relacionamento de Rita e Arnaldo. Fatores musicais e pessoais se confrontaram. E foi triste. Como se tudo que era doce se acabou. Desentendimentos sempre há, mas aquilo era o fim, o começo do fim dos Mutantes, que ainda tentavam continuar sem Rita. Mas pouco se produziu.

Da parte de Rita, nada se ouve, nada se diz. Ela recusou-se a participar do filme e também da ultima formação dos Mutantes em 2006, quando Arnaldo e Sérgio voltaram a se reunir. No documentário, os depoimentos são emocionados, quando se trata do fim, Liminha conta que foi correndo chorar quando eles o anunciaram.


O Mutante

O psicodélico e o progressivo chegavam nas veias de Arnaldo nos anos 70. Mudou e sofreu com a separação. Chegou de vez então com sua música cada vez mais experimental. Mas não estava bem, afundou-se nas drogas. E sua criatividade e espontaneidade foram se misturando às denuncias de loucura e dependência. Foi uma fase que lhe afetou e lhe inspirou ao mesmo tempo. Seu grande disco, enquanto seguia carreira solo, “Loki” (1974), resume, de certa forma, todas suas angústias, valores, críticas e a incrível dor de ser. Do ser humano tão sensível, do grande músico que é e o que conseguiu transmitir para todos: que estamos todos a flor da pele, nem tão longe assim da loucura, apenas somos o que acreditamos, há beleza nisso tudo.

Arnaldo passou por tempos internado. Sua tentativa de suicídio, em 1982, quando se atirou da janela de um hospital, é retratada por ele como uma tentativa de liberdade. Ficou em coma por um tempo e só o amor lhe salvou. Lucinha Barbosa, que a princípio era uma fã, deu-lhe a paz. Casaram-se e hoje vivem em Juiz de Fora, Minas Gerais, num sítio. “Tudo isso foi um recomeço”, diz Arnaldo, alimentado pela esperança do seu novo amor. Além de compor, gravar e fazer turnê com a formação mais recente dos Mutantes, com Zélia Duncan, ele dedica seu tempo a pintar telas, sua mais nova terapia.

As cores, depoimentos, imagens e músicas de Arnaldo estão eternizadas neste longa-metragem. Na verdade, há uma lição de vida. Há a esperança e o reflexo de um ser puro que é Arnaldo. A obra aberta que constrói Paulo Henrique Fontenelle está para todos os corações jovens, esperançosos e felizes, como o de Arnaldo.


Info:

Título original:
Loki - Arnaldo Baptista
Gênero:
Documentário
Tempo:
120min
Site oficial:
http://canalbrasil.globo.com/loki/
Ano:
2009
Direção:
Paulo Henrique Fontenelle

Trailer: